Sobre o 11 de Setembro
Do “terrorismo” americano, Ninguém fala. Este “terrorismo” que na boca de alguns é designado por imperialismo, eu considero-o ganância, cobiça, estupidez e má vontade. Desde a II Guerra mundial que a pretexto de estabelecer a paz e ordem mundial os EUA intervieram na Coreia, Vietname, Panamá, Honduras, Colômbia, Angola, Afeganistão (anos 80), Iraque (por duas vezes). Para além disso ainda há os joguinhos da CIA em todo o mundo, que entre outros, contribuíram para a situação em que se encontra Cuba. Não que Fidel de Castro seja um santo, mas certamente que estariam melhor se não tivessem um pais como os EUA a pisar-lhe os calos a toda a hora, Já não faz sentido oprimir aquela ilha.
Os EUA têm 5% da população mundial mas gastam 50% das despesas mundiais com guerras! Têm um objectivo humanitário? Se assim é, porque é que nada fizeram, ou nada fazem em Timor, Darfur, Libéria, Uganda, Serra Leoa, Burundi ou Palestina? A resposta é simples, porque não há contrapartidas! Cada um só tem aquilo que merece, só é pena que quem sofreu foram inocentes, cidadãos comuns que nada têm a ver com o que as suas elites têm feito nos últimos 60 anos. Os EUA ao longo do tempo têm feito tudo para irritar, explorar e oprimir os árabes, e quando estes se revoltam dá nisto.
A conclusão que tiro de isto tudo é que o terrorismo é uma má atitude repudiável em todos os aspectos e situações contudo se olhar-mos para a postura dos EUA e para a cultura e falta de meios dos países árabes cedo percebemos que os EUA e mais alguns países ocidentais estavam a pedi-las à muito tempo. Assim nasce a meu ver uma situação em que os dois lados são culpados. Os americanos deviam ter o discernimento de ver que foi a politica externa do seu país que levou a isto. Não se pode mandar pedras aos vespeiros, mas eles fizeram-no repetidamente. Por outro lado o povo árabe não pode agir impulsivamente de forma radical atentando contra inocentes, matando indiscriminadamente.
Talvez uma nova ordem mundial com outros actores internacionais a assumir o papel principal, aliada a uma economia mundial não dependente do petróleo ajude a resolver este problema entre oriente e ocidente, que para já vai marcar o início do Sec. XXI com um retrocesso civilizacional indesejável mas anteriormente presente na história. Para já, considero que a comunidade internacional terá de, por um lado, abrir-se ao dialogo o ceder a algumas das exigências (legitimas) dos muçulmanos (1/5 da população mundial), por outro lado, deve travar a influência dos EUA na cena internacional. Alguém precisa de lhes perguntar “Quem é que vocês pensam que são?” e remete-los à sua insignificância (relativa). Como a comunidade internacional não tem coragem de lhes fazer isso a bem, em sede própria, são os árabes (por eles prejudicados) que o fazem da maneira que melhor sabem e podem (a pior a meu ver)!